Flashpacking, tendência entre viajantes descolados e hostels antenados

O termo Flashpacking pode ser novo para muitas pessoas, mas o conceito vem crescendo há anos e já é tendência na forma de viajar, independente da idade do viajante. Pode-se dizer que os flashpackers são mochileiros “mais velhos”. Viajantes que hoje possuem um maior poder aquisitivo, porém, não abrem mão do bom custo-benefício, de conhecer outros viajantes e de vivenciar o destino do ponto de vista local, três grandes benefícios de se hospedar em um hostel.

Segundo a professora e pesquisadora da USP, Mariana Aldrigui, o flashpacking é um termo originalmente australiano, um destino muito conhecido dos backpackers ou mochileiros. “Há cerca de dez anos, alguns estabelecimentos optaram por direcionar sua promoção para ex-backpackers, que não perderam o espírito aventureiro, mas conseguiram ampliar suas possibilidades de gastos em viagens, aliando conforto, tecnologia e aventura”, explica.

Contando com o crescimento deste conceito, hostels do mundo todo passaram a investir em quartos privativos e acomodações fora dos padrões para atrair este tipo de público, criando experiências únicas. “Aqui valorizamos cada minuto da estadia dos nossos hóspedes. Sabemos que somos parte fundamental para o sucesso da viagem de cada visitante”, conta Felipe Gamba, proprietário do Hostel da Vila, em Ilhabela, que possui suítes temáticas e cabanas privativas com ar condicionado e todo o conforto que casais e famílias precisam. “A experiência de passar a noite em uma de nossas cabanas certamente foge da forma convencional de se viajar, é algo único”, completa Felipe, que já viajou por mais de 60 países e está constantemente em busca de soluções inovadoras para oferecer aos seus hóspedes.

A professora Mariana conta ainda que, tanto flashpacking como glamping (palavra criada com a junção de glamour + camping, ou seja, camping com luxo) são dois conceitos que evoluem a partir da mesma premissa: não abrir mão da experiência, da intensidade dos encontros e do aprendizado que só as viagens permitem, mas garantir que conforto, segurança, privacidade e – algumas vezes – até luxo estejam presentes. “O flashpacker é aquele viajante que escolhe hostels bem localizados, com acomodações privativas e tem a expectativa de viver experiências autênticas”, conclui.

No Brasil, houve um bom de hostels abrindo antes da Copa do Mundo de 2014 e, com isso, o conceito do flashpacking começou a chegar no país. Até então eram poucos os hostels de qualidade e apenas em destinos muito visitados por estrangeiros, como Rio de Janeiro, Salvador, Florianópolis e Foz do Iguaçu. Hoje existem bons hostels em quase todas as cidades ou destinos turísticos e a criatividade parece não ter limites.

No Hostel da Vila, por exemplo, são oferecidas diversas atividades aos hóspedes, como festas, happy hours, passeios exclusivos de lancha, cursos e saídas de mergulho autônomo, experiência de vela oceânica, aula de yoga, entre outros. “É necessário superar as expectativas e dessa forma criar um vínculo importante com o cliente, que certamente irá retornar outras vezes” completa Felipe.


Hostel da Vila
http://www.hosteldavilailhabela.com.br

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