6 tipos de perfis empreendedores, qual mais se parece com você?

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Abaixo um texto mais explicativo sobre os 6 perfis empreendedores segundo Louis Jacques Filion:

“Para  Filion (1998), o empreendedor, entretanto, pode ser definido de modo a realçar algumas caraterísticas mais específicas. Nos seus estudos, quatro perfis básicos foram definidos para a formação conceitual de uma tipologia para o empreendedor específico de pequenas empresas. Nesse ínterim, Filion (1998) definiu os seguintes perfis: lenhador, sedutor, jogador, hobbysta, convertido e o missionário. Todos partilham em comum a ideia de serem indivíduos empreendedores. Os lenhadores, mais discretos, formam o perfil de empreendedor que, a partir dos bons resultados enquanto empregado, convencem-se de que estão aptos para abrir o negócio próprio. Esse perfil, ainda, tem a característica de ser visionário no sentido de chegar em um determinado momento da vida profissional e ser capaz de perceber que a empresa pode crescer mais. O sedutor, menos discreto, é, entretanto, mais explosivo em suas decisões, ou seja, gosta de empreender de forma que os resultados sejam rápidos. Na sua contrariedade, esse perfil perde o entusiasmo vendendo os seus negócios e reiniciando com novas ideias. Essa tipologia é movida pelo desafio de fazer lucros com empresas em decadência, uma vez conquistado esse objetivo, o prazer de negócio se perde. Quando mais velhos, esses podem se tornar “os jogadores”.
Em seu turno, os jogadores, de forma metafórica, são indivíduos apaixonados por algum esporte, ou determinado tipo de lazer, e a partir do negócio de família – normalmente rica – buscam fazer aquilo que lhes proporcionam prazer, ou seja, o negócio se torna um meio para realizar outros desejos. O negócio familiar se torna apenas um suporte financeiro. Os hobbystas, entretanto, são indivíduos que, sendo empregados, aventuram-se no mundo empreendedor, mantendo duas funções: uma oficial e outra como empresário do seu próprio negócio nas horas livres. Têm grande dificuldade em tomadas de decisões porque, em seu cargo oficial, ocupam um nível hierárquico baixo. Já os convertidos são criadores e inventores, acreditam piamente na ideia revolucionária que inventaram, por isso tem dificuldade em aceitar opiniões contrárias. Por fim, os missionários são pessoas que consideram seus empregados parte do seu negócio para a evolução do seu empreendimento, por isso, sabem ser, mais do que um patrão comum, um verdadeiro líder (FILION, 1998).”

Referência:
FILION, Louis J. Empreendedorismo: empreendedores e proprietários -gerentes de pequenos negócios. Revista de administração, São Paulo,v.34, n.2, pp.05-28, 1999. Disponível em: http://rausp.usp.br/wpcontent/uploads/files/3402005.pdf

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