Pesquisa revela escassez de mão de obra na área de TI na região

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Levantamento feito pela ACIRP e parceiros apontou também dificuldade na retenção de talentos, situação agravada pelo regime de home office

 

Pesquisa realizada pela ACIRP (Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto), em parceria com Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), PISO (Polo Industrial de Software da região de Ribeirão Preto), Supera Parque e Prefeitura Municipal (por meio da Secretaria da Inovação e Desenvolvimento), identificou por parte das empresas da cidade e região uma dificuldade em encontrar no mercado profissionais qualificados na área de tecnologia da informação (TI), justamente em um momento em que a ‘nova indústria’ demanda cada vez mais esse tipo de mão de obra.

O levantamento foi feito com EPPs, MEs, empresas de médio porte e MEIs no período de 2 a 16 de abril e mostra que a demanda é, em sua maioria, de empresas prestadoras de serviços ligados à TI (72,7%), seguida por startups (9,1%), serviços fora da área digital (9,1%), construção civil (4,5%) e comércio varejista (4,5%).

Dentre as funções mais requisitadas estão desenvolvedores Backend e Frontend (77,3%), analista de software (63,6%), desenvolvedor mobile (59,1%) e product owner (45,5%).

Outra dificuldade apontada pelos empresários foi a retenção da mão de obra, problema agravado após a adoção do regime de home office diante da necessidade de tentar conter a pandemia de Covid-19.

“Vários profissionais recebem propostas de empresas de outras cidades, com salários mais atrativos que as empresas locais não têm condições de oferecer, e acabam optando pela vaga com melhor remuneração”, explica o assessor de Relações Institucionais da ACIRP, Renan Rocha.

Em relação à qualidade da mão de obra, cerca de 40% dos entrevistados julgou ser boa e 36,4%, regular. Além disso, 86% afirmaram que contratariam profissionais sem formação acadêmica na área, porém com experiência profissional.

A pesquisa aponta ainda que as empresas de tecnologia vivem um bom momento na pandemia: 54,5% informaram não ter sofrido alterações no desempenho de seus negócios e outros 22,7% disseram não terem sido impulsionadas pela crise.

Outro dado positivo é sobre a intenção de contratar mais profissionais da área: 90,9% dos entrevistados pretendem fazer novas contratações nos próximos dias. “Uma das empresas manifestou que pretende contratar no mínimo 50 colaboradores”, diz Rocha. “E um dos fatos que chama atenção é que 91,9% dos empregadores pretendem manter o regime híbrido ou de trabalho remoto no pós-pandemia”, conclui o assessor de Relações Institucionais da ACIRP.

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